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AARL promove formação em "Vespa velutina" e "Apicultura em MPB"

A "Vespa Asiática, os seus efeitos e formas de mitigação do seu impacto na Apicultura", foi um dos temas em destaque na formação promovida pela Associação de Apicultores da Região de Leiria, Ribatejo e Oeste (AARL) no passado dia 29 de Fevereiro e que teve lugar no Auditório da Câmara Municipal de Ourém.

A convite da associação, contou-se com a presença do Engº Tiago Moreira, da APICAVE, que, com a experiência acumulada de uma década, elencou os aspectos a considerar no combate e controlo da Vespa velutina na apicultura e nos ecossistemas.

Para Tiago Moreira, apesar de ser compreensível a ansiedade e angústia dos Apicultores com a sua chegada e com o seu poder predatório, sustenta que o foco deverá ser mantido nas abelhas. Para o engenheiro zootécnico da APICAVE, o futuro da apicultura portuguesa passa definitivamente pela adaptação da forma e estratégias do maneio considerando que, o conhecimento do ciclo de vida da nova predadora, é determinante no sucesso das estratégias de controlo.

Clarificou alguns aspectos:

  1. O período decisivo para as tarefas de combate e controlo da Vespa velutina, é nos meses de Janeiro a Junho. Altura em que as Vespas fundadoras acordam da sua hibernação e iniciam a construção dos ninhos primários;

  2. Considera fundamental nesta fase (e só nesta fase) a colocação de armadilhas selectivas em redor dos apiários anteriormente afectados e/ou a 200 a 500m de ninhos identificados em anos anteriores;

  3. O uso de iscos, engôdos e atractivos açucarados neste período;

  4. A condenação do uso de estratégias tipo "Cavalo de Tróia", dado o uso de produtos nocivos e não homologados e pelo impacto que têm nos ecossistemas e nas próprias abelhas e mel delas extraído;

  5. A necessidade de recensear todos os avistamentos e ninhos na plataforma STOPVESPA reafirmando-se que são os Municípios os responsáveis pela sua remoção controlada. Por outro lado, esclareceu que apesar de a letra da lei definir que são os Municípios enquanto autoridade local de Protecção Civil os responsáveis por colocar em prática o Plano Nacional de Controlo da Vespa velutina, nada obriga às câmaras municipais a o fazer. Deverá portanto tratar-se de um processo baseado na responsabilidade social de todos os intervenientes em potenciar e consolidar sinergias locais em prol das comunidades. Dada nota que os municípios são financiados por cada ninho removido;

  6. Ficou esclarecido que os ninhos identificados no período de Inverno NÃO deverão ser alvo de remoção e por dois motivos: 1º - estão desactivados e sem vespas; 2º - acarretam custos financeiros desnecessários que deverão ser direccionados para os ninhos activos do ano seguinte. Contudo o seu registo no STOPVESPA deverá ser efectuado.

No segundo tema do dia ("Apicultura em MPB"), o Apicultor José Vicente da Melbionisa, trouxe esclarecimentos importantes para todos os presentes que estivessem interessados em converter ou iniciar a sua actividade apícola em Modo de Produção Biológico (MPB). José Vicente, elencou os normativos legais que regulamentam a actividade e demonstrou a crescente procura e tendência dos mercados por produtos de origem biológica. O Mel produzido seguindo o modelo de produção BIO, sendo mais valorizado financeiramente acarreta contudo, afirmou, uma dedicação em tempo, recursos materiais e financeiros mais assinaláveis que no modelo convencional. Contudo, José Vicente, afirma que apesar de ser uma actividade aliciante, deverá merecer de todos os candidatos a converter os seus efectivos de convencional para BIO, à ponderação e análise de todas as variáveis em questão. Esclareceu que, apesar de mais aliciante, o mercado BIO é mais exigente não tolerando quaisquer variações ao que está definido.

Em resumo, o responsável da Melbionisa esclarece:

  1. O MPB do mel tem uma procura crescente sendo mais valorizado financeiramente;

  2. O processo de certificação e demais requisitos legais podem ser onerosos e demorados;

  3. Ao Apicultor em MPB são exigidas mais competências e recursos materiais, financeiros e em tempo alocado à actividade;

  4. As estratégias de controlo e combate a pragas, pestes e doenças das Abelhas, obedecem a recursos distintos e mais exigentes de recursos materiais e tempo.

A  Quinta parabeniza a AARL pela excelente organização e pela qualidade dos palestrantes e conteúdos.

Já estamos à espera do próximo evento! 

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